22 de janeiro de 2009

Censura à portuguesa

«A casa e as empresas de Júlio Carvalho Monteiro, empresário e tio materno de José Sócrates, bem como o escritório de advogados de Vasco Vieira de Almeida foram hoje alvo de buscas, no âmbito do ‘caso Freeport'». Notícia de hoje, no site do jornal Sol.
«As dificuldades que estão agora a levantar à concretização do negócio constituíram uma surpresa e são, por isso, interpretadas como decorrendo do desconforto do grupo dirigido por Santos Teixeira com a orientação editorial do jornal e, em particular, com as notícias que revelou nas últimas semanas relativas à investigação que decorre no Reino Unido sobre um caso de corrupção em que a lista dos suspeitos é encabeçada por um antigo ministro de António Guterres. Vários jornalistas disseram ao PÚBLICO que existe na redacção a percepção que terão mesmo existido pressões para que o jornal não divulgasse o que sabia sobre a investigação judicial inglesa ao chamado “caso Freeport”. O PÚBLICO também apurou que as relações entre o "Sol" e um dos seus principais accionistas, o grupo BCP, se têm vindo a alterar desde que os socialistas Santos Teixeira e Armando Vara foram eleitos para a administração do banco fundado por Jardim Gonçalves. Foram canceladas campanhas publicitárias e retirados patrocínios já negociados, o que contribuiu para tornar mais difícil a situação da empresa». Parte da notícia de ontem, no site do jornal Público. «Politicamente, só existe aquilo que o público sabe que existe». Oliveira Salazar na inauguração do Secretariado Nacional da Informação. Estas duas notícias mostram que a ida de Santos Ferreira para o BCP não teve nada que ver com o controlo político do banco e que foi uma mera mudança por razões de mérito e de competência. Ninguém me convence do contrário. As notícias estão interligadas porque têm por base o caso "Freeport". Outra máxima muito em voga é: quanto mais se repete uma mentira, ela torna-se verdade.

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