O Samhain é o fim do verão e o início do inverno, sendo a véspera do ano novo dos celtas. O gado é morto para a carne ser salgada, ficando pronta a ser comida nos meses de inverno que se seguem. Só espero que a ASAE não apareça por aqui.
Outro nome para esta festa é Festim dos Mortos: os mortos são honrados e festejados como espíritos vivos dos amados e como guardas que seguram a raiz da sabedoria da tribo.
Na conversa ao DN e TSF, o nosso primeiro afirmou que as infa-estruturas servem para criar postos de trabalho no curto prazo - entenda-se, antes das eleições do ano que vem, para nas legislativas sermos aldrabados com os 150 mil empregos criados.
Sobre as eleições, em geral, diz que é cedo para falar em cabeças de lista para as europeias, mais cedo ainda para falar no candidato presidencial do PS; que isso é pôr o carro à frente dos bois. Só não é cedo para dizer que a candidata desejada por ele para a câmara do Porto é Elisa Ferreira. Não precebi a coerência, nem é preciso, porque não existe. Sócrates pensa que Lisboa está ganha com António Costa e que com Elisa Ferreira ganha o Porto a Rui Rio e ao PSD.
Quanto ao resto do parlatório, o nosso primeiro tem a pose de mestre-escola: quando fala, acha que está a falar para miúdos de 10 anos, com estilo paternalista; só faltam as reguadas. Outro aspecto, é o facto de usar o desculpe e o repare: não percebi bem porquê. Parece que é para meter medo (só se for aos bichos); pode ser a mostrar enfado, por não gostar da pregunta.
24 de outubro de 2008
Aqui fica um cheirinho dos Murdering Tripping Blues. Amanhã, 25 de outubro, no Cabaret Maxime.
No Jornal da Tarde de hoje, mais um momento "socrático" - directo do Tramagal, sobre o anúncio do investimento da Mitsubishi, com o valor fantástico de 20 milhões de euros.
O José Rodrigues dos Santos é um grande cagão com a pronúncia do inglês, mas não sabe dizer Portsmouth com essa pronúncia.
Antes, no direito de antena da UGT, o locutor diz precaridade apesar de estar a ler e estar lá precariedade; eu ainda pensei que ele fosse dizer trabalhadores precaros.
Outra que eu não percebo, é por que razão dizem Shaktar Donetsk, quando o próprio Cherbakov (parece que é ucraniano) disse Shaktior.
No Jornal da Tarde, João Fernando Ramos disse os catalões.
O sr. Murteira Nabo (com este nome devia dedicar-se à agricultura) diz que o tgv e o novo aeroporto de Lisboa são questões decisivas e que o tgv é estrutural; claro que é, é uma estrutura. O sr. Nabo tem é medo de perder o tacho ali para os lados da Galp.
Uma pessoa que necessita de um segundo trabalho para complementar o parco salário (pensamos nós), é uma enfermeira reformada e o segundo trabalho é a pintura artística. O problema é que isto não ilustra a situação da maioria das pessoas que passam por dificuldades.
O ministro das obras privadas diz que as declarações de Manuela Ferreira Leite sobre as obras públicas são um disparate. Da boca do ministro é que não sai uma de jeito.
Eu ainda não consegui compreender porque as infra-estruturas são um meio de desenvolvimento do país - não criam emprego (só durante a construção e para os imigrantes). As auto-estradas desenvolvem o quê? O tgv desenvolve o quê? Expliquem-me como se eu fosse muito estúpido.
O jornal da tarde da RTP continua em grande. A RTP Porto parece que criou uma nova editoria chamada governo PS (a RTP sempre na vanguarda da inovação jornalística); isto depois de ter criado uma editoria José Sócrates - cada vez que o primeiro ou um ministro vai a qualquer lado, está lá um jornalista da RTP a fazer um directo, sem interesse nenhum.
O fundo da segurança social perdeu mais de 3%, entre janeiro e setembro deste ano. Segundo o nosso primeiro, o mercado é um diabo, mas este fundo tem dinheiro nosso aplicado no diabo. É só coerência; estava o sr. Sócrates tão ofendido com o mercado.
Estava aqui a pensar por onde anda o ministro das acelerações. Parece que meteu férias ou que hibernou. Depois de afirmar que a crise acabou, agora desapareceu de circulação porque a crise veio com toda a força; só surgiu a dizer que o mundo da prosperidade tinha acabado.
De supetão, soube-se que o ministério da economia quer pagar 1 milhão de euros por 6 fotografias, depois dos 3 milhões de euros daquela coisa da costa oeste. O dinheiro é tanto que não se sabe onde gastá-lo, inventando-se cenas deste género.
Não existem fotógrafos em Portugal mais baratos; mas isso não interessa nada, porque os fotógrafos estrangeiros é que são finos e chiques.
Ontem, no Portugal-Albânia, tivemos uma exibição deprimente. Portugal jogou a três velocidades: devagar, devagarinho e parado. E mostrou "o melhor do mundo" em todo o seu esplendor: cada vez que lhe tocavam, queria falta, protestando com o árbitro por tudo e por nada; e quase no fim do jogo, protestou com o público, por este estar a assobiar a equipa. Mostrou o que verdadeiramente é, um jogador imaturo e arrogante. O que queria ele? Que o público não assobiasse? Estavam a jogar tão bem, que tiveram o que mereciam.
Em suma, parece que a bola é quadrada.
Em relação a sábado, houve uma coisa que melhorou: não tivemos o jornalista Nuno Luz a gritar o hino português; isto foi um regresso aos melhores tempos do jornalista Luís Baila, a berrar com os golos de Portugal, durante o euro 2004, como se fosse um adepto qualquer na bancada.
Não se apoquentem, não tenham medo, que o pânico já passou. Foi por isso que o ministro das obras privadas adormeceu durante o discurso do presidente da república, no 5 de outubro.
Depois do Prós e Contras da "dra" Fátima, na 2.ª feira, ainda ficámos mais descansados; a crise desapareceu de vez.
O jogo de Portugal ontem com a Suécia foi fraquinho. Parece que voltámos ao tempo de Scolari, em que não jogavam nada. O Cristiano Ronaldo não jogou nada, como o resto da equipa, mas nos jornais vem uma grande exibição da selecção. Devem ser ceguetas; depois escrevem que Portugal não ganhou por culpa do árbitro. É a desculpa de todos os treinadores portugueses, quando a equipa deles não ganha o jogo.
Ainda fiquei com esperanças que a selecção jogasse melhor depois do jogo com a Dinamarca - há muito tempo que não via jogarem tão bem e sem o Cristianinho. Mas depois de ontem, esfumou-se a esperança.
Eu queria ver o que os jornais escreveriam, se a Suécia tivesse marcado 2 ou 3 golos na primeira parte, porque tiveram oportunidades para isso.
Como a Suécia é uma potência do futebol, os jornalistas ficaram muito contentes com o resultado e com a exibição.
O casamento entre pessoas do mesmo sexo foi chumbado, hoje de manhã (eu pensava que os deputados não buliam de manhã). Já se sabia, depois das justificações esfarrapadas do líder da bancada do PS.
Em relação ao casamento propriamente dito, quem é contra o casamento de homossexuais, usa argumentos que não fazem sentido. O conceito de casamento só para heterossexuais, com o intuito da procriação, tem subjacente a influência religiosa do cristianismo e do catolicismo no direito civil; querem essas pessoas que o direito público tenha influências das concepções religiosas católicas presentes no direito canónico. Se isto acontecesse, o melhor a fazer era passar, directamente, o direito canónico a direito civil. Seria usar as ideias de alguns para todos.
Dizem algumas pessoas, que coisas diferentes devem ser tratadas diferentemente, incluindo nesta concepção o casamento; mas o casamento só para pessoas de diferente sexo revela uma ideia cristã de casamento, não traduzindo a igualdade entre todas as pessoas.
Há quem diga que a constituição não permite o casamento entre homossexuais. Isso quer dizer que a própria constituição está em contradição com ela própria, porque o artigo 13.º, n.º 2, proíbe a discriminação com base na orientação sexual; no artigo 36.º, n.º 1 está grafado que "todos têm o direito de constituir família e de contrair casamento em condições de plena igualdade" - neste número está escrito "todos" e "em condições de plena igualdade".
Estão agora vocês a perguntar porque está este vídeo aqui. Porque o vocalista dos Judas Priest é homossexual assumido. É para vocês não pensarem que os homossexuais só ouvem disco sound e derivados.
Volto à mensagem de ontem, para tirar as dúvidas que existissem. O problema das falências dos bancos é o seguinte:os bancos deram crédito à habitação a quem não tinha dinheiro para pagar esses créditos. Nem dinheiro, nem garantias, nem os bancos as pediram. Quem não tem dinheiro para pedir um crédito à habitação, aluga uma casa. Leiam este artigo do New York Times de 1999 sobre isto e depois digam que o mercado era livre, sem interferências do governo, nos EUA.
Vou escrever a primeira mensagem sobre a crise. Em Portugal, toda a gente gostava da economia de mercado (menos o PCP e o BE); até o PS adorava. Agora com a crise, a economia de mercado foi metida nas catacumbas. Todos querem uma ajuda do estado, para não falirem; querem uma economia dirigida pelo estado; em suma, querem socialismo. E o mais impressionante, é serem os próprios gestores e administradores dos bancos a rogarem por uma ajuda dos governos. O que isto siginifica é que os gestores estão sempre à espera de uma mãozinha dos governos; com isto, podem fazer tudo o que quiserem, que há sempre o estado para garantir que as asneiras são resolvidas. Os gestores estão-se marimbando para a sua responsabilização.
Eu penso o seguinte: se falir, está falido e o estado não tem nada que estatizar os bancos ou seguradoras; só tem que assegurar as poupanças das pessoas. De resto, se um banco falir, isso significa que foi mal gerido e o que há a fazer é responsabilizar os gestores.
Hoje é o dia nacional dos castelos e também o dia da arquitectura. Os castelos fazem parte da arquitectura. Como tal, a ordem dos arquitectos podia ter organizado uma iniciativa em comum com os amigos dos castelos, de forma a festejar um edifício com tanta importância para a História portuguesa.
Mas os intelectuais da ordem dos arquitectos só estão interessados em arquitectura contemporânea de vanguarda, como por exemplo o mamarracho para o largo do Rato, em Lisboa.
Na fotografia, o castelo de Santa Maria da Feira, um dos mais belos exemplares portugueses.
Correcção: o dia dos castelos é a 7 de outubro; este ano caiu a 3.ª feira e não na 2.ª como por lapso eu referi.
Depois de ver este vídeo, nós é somos os malucos e, principalmente, uma cambada de parvos em aturar isto (entenda-se isto por governo). O nosso primeiro devia passar-se (no bom sentido, já que parece que ele irrita-se por tudo e por nada) como este senhor do vídeo.
O ministro do défice não tem mais nada importante para fazer a não ser inaugurar o novo grafismo do multibanco. Não se passa nada de grave. Ou então é para desanuviar da crise.