29 de agosto de 2008

Segurança interna, falta de sentido e polícias

Continuando a divagar pela segurança interna, no jornal Diário de Notícias de 28 de Agosto de 2008, o Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas vai integrar o Conselho Superior de Segurança Interna (CSSI). Isto significa o quê? As forças armadas não podem ter funções na segurança interna porque são militares, mas o CEMGFA pode integrar o CSSI. Isto faz algum sentido? Nas cabeças ocas que inventam estas leis faz todo o sentido, mesmo que ninguém perceba.

28 de agosto de 2008

Aumento do crime

No seguimento da mensagem sobre insegurança e fusão de polícias, falta o resto sobre o aumento da criminalidade. Normalmente quando acontece um aumento do desemprego, dá-se um aumento da criminalidade, da prostituição e da emigração. Isto está estudado pela História Económica e Social. Portanto, o aumento da criminalidade tem uma causa económica.
Segundo os últimos dados disponíveis, os homicídios diminuiram; o que aumentou foram alguns crimes que premitem roubar dinheiro.

A RTP na rota dos grandes falatórios banais do MAI

Hoje à noite regressa a Grande Entrevista à RTP, que não estava prevista a semana passada, na programação enviada aos jornais. Será que foi mesmo iniciativa da RTP, convidar o ministro das bófias ou houve algum pedido? Fica a interrogação. É que o ministro anda desaparecido há uma semana, assim como o nosso primeiro. Será que Sócrates vai deixar cair o ministro das bófias?

27 de agosto de 2008

Pina Manique e coboiadas no faroeste português do século XIX

O Presidente da República aprovou as leis da segurança interna e da organização da investigação criminal. O PS já pode resolver o problema da insegurança, porque, segundo eles, a única coisa que falhava era a falta de coordenação entre as polícias. Mas o governo e a assembleia da república não querem fazer o que deviam: extinguir a PSP, a GNR e o SEF e criar uma única polícia. Alguns não aceitam a extinção da GNR por ser uma polícia militar. Se é assim, deviam ser coerentes e aceitar que as forças armadas tivessem funções civis na segurança interna (pelo menos em algumas áreas). A GNR tem as mesmas competências da PSP, com áreas geográficas separadas de actuação. Se querem a GNR para algumas actuações específicas, deviam torná-la uma força de reserva (infere-se isto dos discursos de alguns políticos); se não, extingue-se a GNR e usam-se as forças armadas para isso.
No meio disto tudo, falta a Polícia Marítima - que devia sair da tutela da Marinha e do Ministério da Defesa e passar para a Administração Interna - e as Polícias Municipais.
Quanto aos assaltos que têm ocorrido nos últimos dias, parece que vivemos no faroeste. Só falta um bando de criminosos como o da fotografia: chamavam-se Jesse e Frank James.

26 de agosto de 2008

A normalidade do futebol português

O regresso do futebol à RTP foi fraquinho:
o jogo (bastante faltoso, muitos passes errados, com o Belenenses a jogar pouco no ataque e a defender mal; apesar disto, após os jogos, os jornalistas e os comentadores dizem logo que o FCP jogou imenso, tanto a defender como a atacar; como se as pessoas que viram o jogo, não soubessem o que viram);
a arbitragem foi a merda do costume (com faltas a pedido dos jogadores do Porto, apesar do árbitro estar a três metros do lance, ser falta e ele não marcar);
a seca do Paulo Catarro (não é necessário gritar como o Valdemar Duarte na TVI), mas é preciso não abusar, porque nem com o António Tadeia aquilo melhora;
Luís Baila com a parcialidade do costume, começando a atacar no Jornal da Tarde, quando fez o directo do Estádio do Dragão e continuando no programa de antevisão do jogo.
Também o regresso do Domingo Desportivo (DD) foi um compromisso/acordo, entre a direcção de informação da RTP e a redacção do Porto - como a narração e os comentários do jogo foram feitos por dois jornalistas de Lisboa, a contrapartida ganha pela redacção do Porto foi a apresentação do DD, apresentado por um jornalista do Porto, com os comentários de dois convidados do Porto (Luís Freitas Lobo e João Vieira Pinto). Isto tudo porque, na redacção do Porto da RTP, vêem fantasmas em todo o lado: neste caso se não fosse assim, veriam "centralismo" de Lisboa.

25 de agosto de 2008

Insegurança à político português

O ministro das bófias gosta muito de surgir em conferências de imprensa quando o trabalho das polícias é bom e bem feito. Mas se os crimes acontecem e são gravíssimos, não havendo resolução quase imediata dos mesmos, o senhor Rui Pereira desaparece de circulação. Parece só servir para grandes anúncios, completamente vazios e banais, de algo que já nós sabemos e conhecemos. Se surgisse um Al Capone à portuguesa havia de ser bonito.

24 de agosto de 2008

A vedeta do turismo

O ministro acelera tem estado em Todo-O-Garve a promover o turismo algarvio como se fosse uma vedeta da têvê: ora aparece na piscina com o Michael Phelps, ora aparece com Catherine Deneuve, numa gruta, na inauguração de uma exposição de arte contemporânea. O senhor Pinho está muito contente com a evolução da economia portuguesa, e para tentar esconder isso alguém desencantou estas medidas, que são apenas vazias. Falar sobre os problemas da economia portuguesa é que não convém. Só pode palrar sobre os assaltos a gasolineiras no Algarve, para afirmar que não vai afectar o turismo marafado.
O ministro vai deixar de ser ministro da economia e passará a ser ministro regional do turismo algarvio (este nome da pasta foi inspirado nos nomes dados aos organismos regionais do estado e às escolas). A continuar assim, o melhor é mudar a sede do ministério para Todo-O-Garve (para esta ideia inspirei-me em Santana Lopes).

19 de agosto de 2008

Call-center do estado, desemprego nosso

O nosso primeiro foi passear a Santo Tirso (por sinal câmara de maioria PS), para anunciar 1200 novos postos de trabalho, num investimento de uma empresa privada (apesar de isto ser discutível). São empregos para um call-center, que é o sonho de todos os portugueses.
Sócrates lá se vangloriou de o governo ter criado 133 mil postos de trabalho desde que tomou posse. O Diário de Notícias fez as contas aqui e desmentiu a afirmação. É fantástico a maior parte dos jornalistas não terem feito isto que o DN fez.

15 de agosto de 2008

A ponta do PSD

Ontem aconteceu a festa local do PSD Allgarve, que eles tentam transformar em festa nacional. Foi num sítio chamado Pontal, que significa ponta; para algo local, que se situa no fim de qualquer coisa, o nome é adequado.

14 de agosto de 2008

Mais uma cratera alfacinha

Hoje de manhã abriu-se mais um buraco em Lisboa, na praça do Areeiro. Rebentou um cano da água, a terra cedeu e caíram três carros lá dentro da cova. Lisboa parece-se mais com a paisagem da fotografia ao lado.

13 de agosto de 2008

Campismo, concertos e festivais

Durante estas férias, as mensagens neste blogue são poucas. Ou estou de férias ou não estou; como estou, há uma mensagem por semana, com o resumo do que aconteceu.
Decidi passar as férias em Todo-O-Garve (como a maior parte dos lusitanos), para poder ir ao festival da sardinha, em Portimão e ao festival do marisco, em Olhão. À conta disto, tive que aturar os concertos para turistas estrangeiros - é a promoção da marca Garve, segundo as cabeças brilhantes que trabalham com o ministro acelera. Ainda pensei ir fazer campismo, versão BE, para os lados da Serra da Estrela, com o intuito de participar na oficina de brinquedos sexuais (isto tem tudo que ver com política). Mas pensei que sendo eu um brinquedo, podia ser surripiado por alguém, acabando com a minha carreira na pirataria. Assim, estou no Garve, acompanhado por grandes vedetas, nos concertos da Vanessa da Mata e dos Simply Red. O graveto não dá para mais.

8 de agosto de 2008

Férias, segurança e praias

Estava aqui de papo para o ar, nas praias dos marafados, a pensar nas maravalhas da vida, quando soube do assalto ao banco, com dois reféns, ontem em Lisboa. Um gajo vem de férias para Todo-O-Garve, para magicar uma cena daquelas, e roubam-me a ideia. Não pode ser! Ainda relacionado com o assalto ao banco - a jornalista Carla Rodrigues, da SIC, que acompanhou o evento, disse que não se sabia o que os ladrões foram fazer ao banco: claro que não se sabia; assalta-se um banco para roubar fruta, não é dinheiro.
Também soube que Cavaco Silva vai ver o Jesus Cristo Superstar com segurança reforçada; deve pensar que vive no Iraque ou no Afeganistão. Ele que não se apoquente, que ninguém lhe vai mandar um balázio. Depois de proibir todos os aviões de sobrevoarem a zona onde ele está a passar férias, agora saiu-se com esta, para aturar um musical do Filipe La Féria. Os nossos políticos não têm noção do absurdo destes pedidos; se têm, não parece.
Na 3.ª feira, foi o concerto do Julio Iglesias. Vim para o sul descansar e é só multidões em todo o lado. Não existe dinheiro para mais; tenho que aguentar a coisa.

3 de agosto de 2008

RETOMAREMOS A EMISSÃO LOGO QUE POSSÍVEL. PEDIMOS DESCULPA PELO INCÓMODO CAUSADO

1 de agosto de 2008

A montanha pariu um rato ou não?

Toda a gente esperava que Cavaco fizesse sangue: dissolução do parlamento regional dos Açores. Não, foi só para avisar que não aceita diminuições dos seus poderes presidenciais, o que aconteceria se o estatuto dos Açores fosse alterado apenas nas oito normas que o Tribunal Constitucional chumbou.
Queriam que o presidente falasse sobre a crise ou outras coisas generalistas. O que tiveram foi uma declaração política pura e dura. Até os comentaristas não gostaram muito da declaração.