27 de agosto de 2008

Pina Manique e coboiadas no faroeste português do século XIX

O Presidente da República aprovou as leis da segurança interna e da organização da investigação criminal. O PS já pode resolver o problema da insegurança, porque, segundo eles, a única coisa que falhava era a falta de coordenação entre as polícias. Mas o governo e a assembleia da república não querem fazer o que deviam: extinguir a PSP, a GNR e o SEF e criar uma única polícia. Alguns não aceitam a extinção da GNR por ser uma polícia militar. Se é assim, deviam ser coerentes e aceitar que as forças armadas tivessem funções civis na segurança interna (pelo menos em algumas áreas). A GNR tem as mesmas competências da PSP, com áreas geográficas separadas de actuação. Se querem a GNR para algumas actuações específicas, deviam torná-la uma força de reserva (infere-se isto dos discursos de alguns políticos); se não, extingue-se a GNR e usam-se as forças armadas para isso.
No meio disto tudo, falta a Polícia Marítima - que devia sair da tutela da Marinha e do Ministério da Defesa e passar para a Administração Interna - e as Polícias Municipais.
Quanto aos assaltos que têm ocorrido nos últimos dias, parece que vivemos no faroeste. Só falta um bando de criminosos como o da fotografia: chamavam-se Jesse e Frank James.

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