31 de julho de 2008

A gravidade tem hora marcada

Sua Excelência Excelentíssima o Senhor Presidente da República Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva (fazer uma vénia), mandou dizer que vai palrar ao país. Toda a gente já inventou de tudo o que Cavaco poderia falar na comunicação. Portanto, eu não vou inventar nenhuma teoria da conspiração. Só não sei porque tem que ser às 8 da noite em ponto; nunca é, porque há sempre uma tv que se atrasa e o presidente ainda espera que lhe façam sinal dessa tv; o que até é um sinal de desrespeito para com o cargo. A coisa é tão grave que tem hora marcada; mesmo que fosse para anunciar que Portugal entraria numa hipotética guerra, haveria hora marcada para o facto. Isto é pior que a guerra do Raul Solnado, que tinha hora marcada para abrir.

Computadores, crianças e brincadeiras 2

O computador magalhães é uma adaptação portuguesa de um outro portátil concebido pela Intel. Foi isto que o presidente da Intel disse na entrevista concedida ao Jornal da Noite da SIC; afirmou mais: referiu que o computador tem design da Intel. Afinal, em Portugal vão só fabricar os computadores. Eu estava achar muita fruta Portugal ter pensado, concebido e desenhado um computador, só com portugueses.

30 de julho de 2008

Computadores, crianças e brincadeiras

Foi hoje anunciado que Portugal vai ter uma fábrica de montagem de computadores. Dizem as notícias que os primeiros computadores estarão no mercado em setembro, mas também afirmam que a fábrica irá ser construída. Irá é futuro, não é presente. Isto significa que há aqui uma incoerência. Não é em dois meses que se constrói uma fábrica. Mas pode ser tudo virtual.
Independentemente de tudo isto, eu também quero um computador daqueles; são para crianças até aos dez anos e eu não quero aprender a falar nem a escrever.

29 de julho de 2008

O povo paga, come e cala!

O nosso primeiro foi a Vila Real, no "interior", inaugurar o centro de oncologia de Trás-os-Montes. No discurso que proferiu, Sócrates elogiou Leonor Beleza. Esta é presidente da fundação Champalimaud, que vai construir a sua sede e laboratórios de investigação em Pedrouços, no local onde se situa a Escola de Pesca e Marinha de Comércio, que vai ser demolida. Sócrates elogiou a antiga ministra da doença porque razão? Interesses privados financiados pelo estado.

27 de julho de 2008

O nível é sempre a descer até às eleições 2

Nas eleições legislativas do ano que vem, Sócrates vai estar a inaugurar trilhos destes.

O nível é sempre a descer, até às eleições

O nosso primeiro vai estar hoje no lançamento de uma estrada nacional, entre outras actividades dignas de um primeiro-ministro. Se isto continua assim, vamos tê-lo a lançar o concurso de um caminho municipal e a seguir de um estradão de terra. E ainda critica Alberto João Jardim pôr ser populista e fazer muitas inaugurações. Sócrates não inaugura nada; só faz um grande estardalhaço com a abertura dos concursos para a escolha das empresas que vão construir as obras.

24 de julho de 2008

Futebol, comentários e secas

A RTP ganhou os direitos de transmissão dos jogos da liga profissional para as próximas duas épocas. Vou ter que aturar os comentários de Luís Freitas Lobo, o hermético. Ele acha que o futebol é uma ciência e, pior ainda, uma ciência exacta. Mais ainda, vou voltar a apanhar grandes secas com os comentários do Paulo Catarro e do Luís Loura.

O nosso homem em Caracas

O amigalhaço Chávez está em Portugal, outra vez. O nosso primeiro escolhe bem os países com que o rectângulo vai ter relações políticas e económicas. Não venham com a conversa do pragmatismo, porque a dimensão ética e moral; nem venham com o facto de precisarmos de países fora da Europa para aumentarmos as exportações. Quem se afirma democrata não pode admitir relações políticas e económicas com regimes como os angolano, líbio e venezuelano.

21 de julho de 2008

Falta de pensamento

O ministro da ignorância foi ao Câmara Clara falar, supostamente, sobre a política da língua portuguesa e derivados.
O que eu ouvi foi um indivíduo com uma grande necessidade de mostrar que é culto, mas o que mostrou foi um conhecimento dos factos históricos, o que não é bem a mesma coisa. Basicamente, falou muito e não disse nada. Perguntaram-lhe sobre alhos e respondeu acerca de bugalhos.
Paula Moura Pinheiro que gosta tanto de interromper os convidados, ontem estava completamente babada e enbevecida a ouvir José Pinto Ribeiro e a deixá-lo falar, sem responder às perguntas. Ao contrário da semana passada, em que quase não deixou falar o arqueólogo Dis Diogo, porque estava sempre a contrariar Medeiros Ferreira.

20 de julho de 2008

Sobre a viagem africana de Sócrates

Sócrates depois de ir a Angola, foi à Líbia. São duas ditaduras recomendáveis, pois claro. Devem ser ideias do ministro da RTP, para a seguir vir dizer que o pragmatismo político vale mais que tudo o resto. Não vale, só mostra hipocrisia e falta de ética e de moral. Mesmo que seja pelo petróleo, é falta de coerência para quem defende tanto o carro eléctrico, porque é preciso acabar com a dependência dos combustíveis fósseis, diz Sócrates. Gosto bastante deste discurso sem sentido. Só não percebo o que passa pela cabeça daquelas figuras que são assessores do nosso primeiro. Pelo que se vê não se passa nada dentro das tolas deles.
Na Líbia, Sócrates não falou sobre o regime líbio. O problema dele é quando fala de improviso e nesse caso não acerta uma. Assim, na Líbia, não falou no regime e não houve enganos nenhuns.
Ainda bem que eu não escrevi nada sobre as declarações de Sócrates em Angola.

18 de julho de 2008

A cábula de Sócrates

Na visita a Angola, José Sócrates anunciou a criação de três novas linhas de crédito e o aumento de uma outra já existente. Ao dizer isto para os jornalistas, ele leu um papel. Das duas, uma: ou aquilo foi feito em cima do joelho (e aí podiam ser efeitos do jet-lag), ou então já percebeu que não pode falar de improviso; porque cada vez que o faz, engana-se ou dá barraca (o que é a mesma coisa).

14 de julho de 2008

Nós cuidamos muito bem dos guetos!

O ministro das bófias disse hoje que está a ser construída uma esquadra da PSP em Camarate; vai servir para o patrulhamento da Quinta da Fonte, na freguesia da Apelação.
O ministro Rui Pereira na mesma conferência de imprensa muito bem preparada, teve que perguntar ao assessor (presumo eu, não se viu quem era) onde estava a ser construída a esquadra. O governo que tem a propaganda tão profissional, agora falhou. A ânsia de anunciar coisas é tanta e tão forte, que qualquer oportunidade serve, mesmo que não saiba muito bem o que dizer.
A única coisa que o governo tem para anunciar é a construção da esquadra. Aquele programa do ministério da destruição do ambiente, para remodelar os bairros problemáticos das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, não se ouve falar nele, nem sequer do ministro, que é uma espécie de desaparecido em governação.

11 de julho de 2008

Uma grande pessegada no parlamento

O nosso primeiro disse no parlamento o mesmo de sempre: a culpa de tudo é do governo anterior e da crise internacional. Isto porque Sócrates é fantástico, maravilhoso, fabuloso e brilhante; nunca erra, tudo o que executa é bem feito e os outros é que ainda não perceberam nada disto. Depois da linguagem de taberna e dos animais, ontem foram os ladrões. O povinho é que anda a ser roubado, ao ter políticos que usam esta nobre linguagem na Assembleia da República. Parece uma taberna mesmo e, já agora, um circo. É a melhor eloquência que os políticos conseguem desencantar.

9 de julho de 2008

A modernidade segundo Sócrates (2)

Já percebi porque Sócrates quer tantas auto-estradas - são para os serviços de apoio dos carros eléctricos, para trocarem de baterias; estas só duram duzentos quilómetros. Assim justifica-se a existência de três auto-estradas paralelas em menos de cem quilómetros (A1, A8 e a nova entre Carregado e Venda das Raparigas).

8 de julho de 2008

O dinheiro faz milagres!

Ontem a CNA reuniu-se com o primeiro-ministro, em S. Bento. Eu pensava que a CNA não se queria encontrar com o ministro da agricultura, nem queria estar na mesma sala que ele. Mas enganei-me.
Os subsídios fazem milagres (ah!, não, agora são apoios, que é mais fino).

Jardim no país das maravilhas!

Jardim disse ontem que não sabe como a justiça portuguesa deixa membros das FARC entrarem em Portugal, para irem à festa do Avante. Eu também não sei como deixam Jardim entrar e sair de Portugal, sem consequências. Além disso, Jardim tinha chegado da Venezuela, esse modelo de democracia.

7 de julho de 2008

O incêndio que tramou António Costa

Hoje de madrugada houve um incêndio em Lisboa, num prédio devoluto; afectou também o edifício do lado.
Eu pensava que António Costa tinha sido eleito para resolver os problemas da reabilitação em Lisboa, porque foi a eleições com um programa baseado nessa ideia. Afinal enganei-me. António Costa devia fazer como o ministro das bófias (que aparece com uma pose entre o vaidoso e o peneirento) e esperar sentado que não haja fogos. O problema é que se tem que arder, arde e o resto é conversa.
O ministro das polícias anuncia, com toda a pose de credibilidade que consegue fazer, o maior número de sempre de meios de combate a fogos, mas prevenção dos mesmos nem vê-la. António Costa queria o mesmo e queria passar despercebido até às eleições, sem efectuar nada na área da reabilitação, mas este fogo tramou-o. Pensava que enganava o povinho, mas o povinho teve uma ajuda.
Foi referido que a edilidade de Lisboa tem para dar andamento algumas dezenas de processos de reabilitação de edifícios. Depois da sindicância aos serviços de urbanismo do município, já lai vai um ano, e de uma promessa de reestruturação dos mesmos, não se viu nada, nem se vislumbra nada.
Como dizia o outro, nada de novo no horizonte.

3 de julho de 2008

A modernidade segundo Sócrates

José Sócrates foi entrevistado ontem na RTP. Disse que está a investir na modernidade com as novas autoestradas.
Não sei o que Sócrates entende por modernidade, mas é possível efectuar uma analogia com os municípios - aqui a modernidade e o desenvolvimento são sinónimo de betão (entenda-se muitos prédios) e de estradas com rotundas e vias circulares (?). Se for deste tipo, só mostra a pequenez de pensamento do nosso primeiro (além de outros "políticos", que pensam que desenvolvimemnto é sinónimo de construção).
Com os anúncios de construção de auto-estradas, os nossos políticos mostram o que pensam ser investimento público, deixando os autarcas felizes, que pedem isso (eles falam em "obra", mas entenda-se que é mais betão que os edis querem).
No fim disto, ficamos na mesma (normalmente pior), porque não serve para ajudar ao desenvolvimento: só ajuda a construção civil e os transportadores rodoviários de mercadorias (deve ser mais uma ajudinha, depois da greve).