30 de janeiro de 2009

Indignações, ajudas e favores

O nosso primeiro na conferência de imprensa, ontem à tarde, disse «Isso não é verdade», com toda a convicção do mundo, a uma pergunta sobre a carta rogatória, do jornalista da SIC ; depois tentou disfarçar. Será que fugiu a boca para a verdade? No resto da declaração, não percebi aquele sorrizinho entre o cínico e o gozão. Será que estava consciente de estar a gozar connosco e a não dizer toda a verdade? Ou foi por querer os jornalistas a ajudá-lo a defender-se, quando antes a culpa toda era dos jornalistas?

28 de janeiro de 2009

Não se esqueçam de ver

Estreia hoje na RTP2 às 22h40m, a sétima temporada de 24. Este vídeo é o trailer oficial da temporada, sem legendagem. O Daniel Oliveira é que não gosta: ele vê fantasmas do neoconservadorismo norte-americano em todo o lado. Mas uma série que pôs dois presidentes negros e, agora, uma mulher, não deve ser assim tão conservadora.

27 de janeiro de 2009

Anda tudo grosso!

Vós já sabeis que a Assembleia Municipal de Lisboa votou a favor da geminação da com a cidade de Gaza. Foi uma ideia do Bloco de Esquerda. Ideias brilhantes destas, só mesmo daquelas cabeças. O melhor da estória é que o PSD e o CDS-PP abstiveram-se na votação. Ficaram com medo de serem considerados sionistas ou coisa que o valha. Anda mesmo tudo passado dos carretos. Estamos mesmo entregues aos bichos.

Enganou-se de propósito

O clone do nosso primeiro foi entrevistado por Mário Crespo, ontem na SIC. Não vi, mas vi o resumo nas "notícias" da hora de almoço, hoje. O ministro afirmou, veementemente, que o alteração à ZPE foi feita a 20 de Maio. Ele deve achar que nós somos tolinhos: 20 de Maio é a data de publicação no Diário da República; como está no decreto-lei, foi aprovado em conselho de ministros a 14 de Março; no mesmo dia da aprovação da declaração de impacto ambiental. Podem confirmar no Diário da República Electrónico - o decreto-lei é o n.º 140/2002.

26 de janeiro de 2009

Cego, surdo e quase mudo

O tal sr. Smith, da consultora do Freeport, já foi entrevistado no Algarve. É escocês com um apelido que traduzido dá ferreiro: tem ligação com o ambiente, mas origina alguma coisa enferrujada. Já sabemos, também, que a tal consultora Smith & Pedro, esteve para receber as instalações do então ICN (agora ICNB), em Alcochete. Se calhar por relevantes serviços prestados à protecção do ambiente em Portugal, principalmente em Alcochete. E o sr. Smith perto da água enferrujaria mais depressa.

25 de janeiro de 2009

Sapais para quê?

José Sócrates, na sua encarnação como ministro da destruição do ambiente, participou numa reunião para discutir o problema da "aprovação" do centro comercial. Não sabia que um ministro fazia reuniões com os "promotores" de empreendimentos, para discutir estudos de impacto ambiental - portanto, uma matéria política, sem nada de técnico pelo meio. Isto mesmo que estivessem técnicos do ministério na reunião. Um ministro não participa em todas as reuniões onde se discutem EIA; com ou sem os proprietários dos terrenos.

23 de janeiro de 2009

Ares de inverno na cóltura

Diogo Infante quer "arejar o teatro" nacional D. Maria II. Para isso, basta abrir as janelas e as portas para fazer corrente de ar; se o problema for o mofo e o bafio, é usar naftalina. Com esta mensagem, vou começar a tornar-me um intelectual da tanga, para competir com o Pacheco Pereira.

Secadores de solo, papel e ambiente

Ontem vi o programa Nós Por Cá da SIC. Uma das reportagens foi no Redondo, onde falaram com o dono de uma herdade no concelho. Essa pessoa disse que o TGV vai passar na sua propriedade e para isso têm de abater centenas de azinheiras e sobreiros (este uma árvore protegida por lei). O propietário da herdade acrescentou que, primariamente, o comboio estava previsto passar a 4 km dali, junto à Serra da Ossa, mas tinham de abater eucaliptos de uma propriedade da Portucel. Assim se vê como funciona a protecção do ambiente em Portugal. Não é muito difícil perceber isto, quando se tenta descortinar o que faz o ministro da destruição do ambiente - neste caso, é mais fácil tentar compreender o que ele não faz.

22 de janeiro de 2009

Censura à portuguesa

«A casa e as empresas de Júlio Carvalho Monteiro, empresário e tio materno de José Sócrates, bem como o escritório de advogados de Vasco Vieira de Almeida foram hoje alvo de buscas, no âmbito do ‘caso Freeport'». Notícia de hoje, no site do jornal Sol.
«As dificuldades que estão agora a levantar à concretização do negócio constituíram uma surpresa e são, por isso, interpretadas como decorrendo do desconforto do grupo dirigido por Santos Teixeira com a orientação editorial do jornal e, em particular, com as notícias que revelou nas últimas semanas relativas à investigação que decorre no Reino Unido sobre um caso de corrupção em que a lista dos suspeitos é encabeçada por um antigo ministro de António Guterres. Vários jornalistas disseram ao PÚBLICO que existe na redacção a percepção que terão mesmo existido pressões para que o jornal não divulgasse o que sabia sobre a investigação judicial inglesa ao chamado “caso Freeport”. O PÚBLICO também apurou que as relações entre o "Sol" e um dos seus principais accionistas, o grupo BCP, se têm vindo a alterar desde que os socialistas Santos Teixeira e Armando Vara foram eleitos para a administração do banco fundado por Jardim Gonçalves. Foram canceladas campanhas publicitárias e retirados patrocínios já negociados, o que contribuiu para tornar mais difícil a situação da empresa». Parte da notícia de ontem, no site do jornal Público. «Politicamente, só existe aquilo que o público sabe que existe». Oliveira Salazar na inauguração do Secretariado Nacional da Informação. Estas duas notícias mostram que a ida de Santos Ferreira para o BCP não teve nada que ver com o controlo político do banco e que foi uma mera mudança por razões de mérito e de competência. Ninguém me convence do contrário. As notícias estão interligadas porque têm por base o caso "Freeport". Outra máxima muito em voga é: quanto mais se repete uma mentira, ela torna-se verdade.

21 de janeiro de 2009

Mudanças

O negro mais mestiço dos EUA já tomou posse. Eu é que ainda não percebi o que é a "mudança". A retirada do Iraque já estava prevista: Robert Gates continua como secretário da defesa para efectuar a mudança. O governo vem quase todo das presidências de Bill Clinton, tirando os chamados "amigos de Chicago" de Obama, que não vão ter cargos executivos. Daqui a um ano, a desilusão vai bater de frente nos europeus que queriam a "mudança". Porque antes da "mudança" vêm os interesses norte-americanos, que estão sempre primeiro; o resto fica para depois. No discurso disse que a América «está pronta a liderar de novo»: esta frase é suficiente para perceber o que é a política externa norte-americana, juntamente com o facto de eles se auto-intitularem quse sempre de América, com um sentido messiânico. Claro que há mudança - sai Bush, entra Obama. Muda o nome, o que já não é mau.